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1º de Maio não é Dia de Festa, é Dia de Luta!
Em 1º de maio de 1886, em Chicago, Estados Unidos, foi realizada a primeira greve geral. Reivindicavam a redução da jornada de trabalho de 16 horas para 8 horas diárias e teve a participação de milhares de pessoas.
Em desdobramento a esta greve onde os trabalhadores foram duramente reprimidos, tendo inclusive acontecido mortes de alguns manifestantes, em 1989, Paris, na França, um Congresso Socialista escolheu esta data em homenagem ao acontecido em 1886.
Porém 29 anos antes da questão em Chicago, em 1857, operárias de uma indústria têxtil de Nova York - EUA - revoltaram-se contra as péssimas condições de trabalho a que estavam submetidas e resolveram ocupar a fábrica, reivindicando o mesmo salário que os homens. Os patrões fecharam as portas e colocaram fogo no prédio ocupado. Resultado: 129 mulheres foram queimadas vivas!
Não há ator institucional público, de que natureza for, que possa modificar um quadro desfavorável ao trabalhador.Os sindicatos no Brasil, na sua grande maioria, oscilam como se tivessem atribuições de agências reguladoras ou posto avançado do empregador. Financiados pelo retrogrado e famigerado imposto sindical, uma dinastia de sindicalistas, sobrevive sem qualquer representatividade perante os trabalhadores.
A convenção 87 (Liberdade Sindical e a Proteção do Direito Sindical, de 1948) da OIT foi ratificada por 182 países. Somente o Brasil e mais quatro países não aderiram ao tratado, que é uma das oito convenções fundamentais da OIT. A omissão desrespeita acordo que o país assinou com os colegas do Mercosul há dez anos. A não ratificação desta convenção dá guarida e estabilidade aos mesmos companheiros.
Quando há uma dispensa coletiva da proporção da que ocorreu na EMBRAER, o que se espera dos diretores de um sindicato é um pouco mais de vontade, de determinação como igualmente por parte dos vitimados, que atuaram de forma tão envergonhada, neste deprimente episodio.
Em caso de demissões coletivas é primário convocar uma assembléia e no mínimo votar um estado de greve. Os comitês de convencimento, como o estado de greve, como a paralisação parcial e total dos trabalhadores está prevista na Carta Maior, portanto, um ato legitimo de defesa dos trabalhadores.
Somente uma representação sindical com liderança, independente, sem vícios na relação com o executivo federal, como a dos metalúrgicos de Chicago, para reagir à força espropriativa do capital. Os lideres da greve de Chicago, poderiam dar consultoria-sindical aos "lideres" dos trabalhadores da EMBRAER.
O dia dos trabalhadores se aproxima. Há muitos anos o que se constata nesta data é uma "luta" por parte das centrais sindicais, objetivando uma maior participação popular para shows e sorteios. Os patrocinadores do evento são as grandes corporações empresarias e publicas.
Para festejos já temos o nosso carnaval.
